Arquivo de etiquetas Internet

PorWagner Lindemberg

Gemalto aponta em Estudo que 61% dos entrevistados reconhecem que redes sociais são vulneráveis

Estudo da Gemalto descobre que consumidores acreditam que empresas de mídias sociais sejam vulneráveis, com 61% dos entrevistados afirmando que elas representam o maior risco de exposição de dados

AMSTERDÃ – 5 de dezembro de 2018 – A maioria dos consumidores está disposta a abandonar completamente as empresas que sofreram uma violação de dados, com os varejistas no topo desta lista, de acordo com pesquisa da Gemalto, líder mundial em segurança digital. É improvável que dois terços (66%) resolvam fazer compras ou negócios com uma empresa que sofreu uma violação que tenha exposto suas informações financeiras e confidenciais. Os sites de varejistas (62%), bancos (59%) e de mídia social (58%) são os que mais correm risco de perder clientes.

Ao entrevistar 10.500 consumidores no mundo inteiro, a Gemalto descobriu que, independente da idade, 93% culpam as empresas por violações de dados e pensam em agir contra eles. Os sites de mídia social são os que mais preocupam os consumidores, com 61% afirmando que estas empresas não oferecem proteção adequada aos dados do consumidor, seguidos pelos sites de bancos (40%).

Empresas consideradas responsáveis, enquanto os consumidores resolvem agir rapidamente

Com o aumento da conscientização dos problemas de proteção e privacidade de dados, os consumidores agora acreditam que a maior parte (70%) da responsabilidade pela proteção de seus dados depende da empresa que os detém. Isso fez com que a proteção de dados fosse uma consideração importante para os consumidores na hora de interagir com uma marca, com 82% querendo que as empresas implementassem maiores medidas de segurança para seu canal on-line. Estas preocupações são motivadas por 91% dos usuários, que acreditam que os aplicativos e sites que eles utilizam atualmente representam um risco para a proteção e segurança de suas informações pessoais identificáveis (PII).

Apesar dos consumidores colocarem a responsabilidade firmemente nas mãos das empresas, apenas um quarto acha que as empresas estão realmente preocupadas com a proteção e a segurança dos dados dos clientes. Ao assumir o controle da situação, os consumidores não permitem que as empresas se escondam, já que a maioria dos entrevistados forneceu a estas empresas feedback sobre os métodos de segurança que estão oferecendo (35%), que já consideraram (19%) ou podem considerar no futuro (33%).

As empresas não têm escolha, a não ser melhorar a segurança de seus sites, já que os clientes não acreditam que o ônus de mudar seus hábitos de segurança deve recair sobre eles”, disse Jason Hart, diretor de tecnologia de Proteção de Dados da Gemalto. “Os sites de mídia social, especificamente, têm uma batalha em suas mãos para restaurar a confiança em sua segurança e mostrar aos consumidores que estão ouvindo suas preocupações. Se isso não for feito, poderemos considerar alguns desastres em termos de negócios aos infratores, já que os consumidores estão preparados para mudar seus negócios para outro lugar.

Um passado conturbado e um futuro frustrante para os consumidores

Não é nenhuma surpresa que os consumidores estejam frustrados com o estado da proteção de dados nas empresas. Um quarto dos pesquisados já foi vítima de uso fraudulento de suas informações financeiras (26%), 19% por uso fraudulento de suas informações pessoais identificáveis (PII) e 16% por roubo de identidade (ID). Pior ainda, os consumidores não acreditam que as coisas irão melhorar, já que dois terços (66%) afirmam que, em algum momento no futuro, suas informações pessoais serão roubadas.

Mesmo com o medo de que possam se tornar vítimas de uma violação de dados, os consumidores não planejam alterar seu comportamento on-line, pois acreditam que a responsabilidade deve recair sobre as empresas que detêm seus dados. Isso pode explicar por que mais da metade (55%) dos entrevistados continua usando a mesma senha em diferentes contas.

Além de trocar de marca, a geração mais jovem está preparada para ir além e participar de ações jurídicas contra marcas que perdem seus dados. Quase sete em cada dez (67%) jovens de 18 a 24 anos revelaram que levariam os fraudadores e marcas que sofreram uma violação aos tribunais, quando comparados com apenas 45% das pessoas com 65 anos ou mais, com mais de 28% da geração Z (18-24 anos de idade) pelo menos considerando fazer isso.

Isso deve ser um alerta para as empresas de que a paciência do consumidor acabou. Fica claro que eles têm pouca fé de que as empresas estão levando a sério a proteção de dados ou que suas preocupações serão ouvidas, o que os força a agir por conta própria”, continua Hart. “À medida que os jovens se tornam os grandes consumidores do futuro, as empresas estão arriscando não só alienar seus fluxos de receita atuais e futuros, mas também sua reputação, se continuarem dando a impressão de que não levam a sério a segurança de dados. Empresas atuantes devem começar a fazer o básico corretamente, isto é, proteger o seu ativo mais valioso, os dados, com os controles de segurança corretos.

Fonte: CryptoID

PorWagner Lindemberg

Cientistas criam técnica capaz de transmitir 661 Tbps em uma única fibra óptica

Uma equipe de pesquisadores anunciou uma tecnologia que pode revolucionar o tráfego de dados e, consequentemente, a velocidade da Internet. Os cientistas criaram uma tecnologia de laser capaz de transmitir cerca de 661TB através de uma única fibra óptica. Além da maior largura de banda, a novidade ajudaria ainda a reduzir o consumo de eletricidade gerada pela internet.

De acordo com a publicação do Ars Technica, os lasers atuais são bastante ineficientes para a crescente demanda por dados. Para se ter uma ideia, os melhores equipamentos alcançam uma eficiência de cerca de 30%. Atualmente, para encaixar mais dados em um cabo de fibra óptica, as empresas precisam dividir os dados em diferentes cores de luz, cada uma demandando o seu próprio laser, aumentando o gasto de energia.

Na técnica criada pelos pesquisadores, ao invés de emitir uma cor única, os lasers passam a emitir pulsos de cores. Esses pulsos são criados pela adição de muitas cores puras separadas por intervalos uniformes de frequência. Entretanto, como os equipamentos não são capazes de gerar muitas das luzes necessárias, a equipe desenvolveu uma saída para o problema.

Para gerar os feixes ausentes, a tecnologia utiliza o pequeno fio de 300 nanômetros de diâmetro pelo qual o laser é disparado, resultando em uma luz muito brilhante. Essa alta intensidade faz com que o próprio cabo crie o restante das cores necessárias, que seguem o espaçamento definido pelo pulso do laser. Assim, a fibra óptica consegue manter as 80 cores altamente puras para que o sistema funcione.

Ainda não acabou: cada luz emitida pelo laser é dividida em duas polarizações, contribuindo com dois canais. Como o laser é pulsado, as informações podem ser colocadas em quatro intervalos de tempos diferentes, o que faz com que cada cor contribua com 320 Gbps. Multiplicando esse valor pelas 80 cores disponível, chegamos a uma taxa total de 25 Tbps.

A fibra que transporta o sinal consiste em 30 núcleos orientadores de luz, cada um deles transportando os 25 Tbps. Multiplicando novamente, temos uma taxa total bruta de 768 Tbps. No entanto, como os dados são transmitidos com alguma redundância para corrigir erros de forma antecipada, a taxa de transferência final acaba sendo de 661 Tbps.

Do ponto de vista energético, os ganhos também são impressionantes. A nova técnica usa cerca de 5% da potência óptica que seria consumida se a mesma quantidade de cores fosse emitida separadamente pelos métodos tradicionais. Considerando que a internet já gasta 8% da energia elétrica produzida no mundo, seria uma mudança mais que bem-vinda.

Fonte: OlharDigital.