Arquivo da categoria Segurança da Informação

PorWagner Lindemberg

Pesquisa revela que 35% das empresas não têm especialistas em cibersegurança

Apesar de 95% dos Chief Information Officers (CIOs) esperarem que as ameaças cibernéticas cresçam nos próximos três anos, apenas 65% de suas organizações atualmente contam com especialistas em cibersegurança, segundo estudo do Gartner.

O levantamento também revela que desafios relacionados a competências continuam preocupando organizações que têm se submetido à digitalização de seus negócios, sendo a falta de profissionais habilitados de segurança o principal entrave para a inovação.

Na pesquisa Gartner Agenda CIO 2018, o Gartner reuniu dados a partir de entrevistas com 3.160 executivos de tecnologia das principais indústrias de 98 países, o que representa aproximadamente US$ 13 trilhões em receita do setor público e US$ 277 bilhões em investimentos em TI.

O estudo mostra que a cibersegurança se mantém uma fonte de profunda preocupação para as organizações. Muitos criminosos operam por meios que dificultam a antecipação por parte das empresas e também demonstram prontidão para sofisticarem os ataques e se adaptarem às mudanças de ambientes, segundo Rob McMillan, diretor de Pesquisa do Gartner.

Proteção

Dos entrevistados consultados pela pesquisa, 35% indicaram que suas empresas já investiram e implantaram algum tipo de proteção de segurança digital, enquanto outros 36% informaram estarem experimentando e planejando adotar sistemas no curto prazo. O Gartner estima que 60% dos orçamentos para segurança devem apoiar competências para detecção e resposta até 2020.

Novos ataques

De acordo com a pesquisa do Gartner, muitos CIOs consideram crescimento e participação de mercado como uma das prioridades de negócio para 2018. A expansão geralmente oferece redes de fornecedores mais diversas, diferentes formas de trabalho, de modelos de financiamento e de padrões de investimento de tecnologia, bem como diferentes produtos, serviços e canais de suporte.

Blindagem

O Gartner estima que 93% dos CIOs de organizações de alta performance afirmam que os negócios digitais têm possibilitado a liderança de modelos que são adaptáveis e abertos à mudança. Para o benefício de muitas práticas de segurança, essa cultura da abertura amplia a atitude da organização rumo a novos recrutamentos e processos de treinamento.

Embora a maior parte das organizações possua uma função específica com expertise em cibersegurança, reconhecendo sua necessidade, o Gartner destaca que ainda faltam competências na área. O Gartner recomenda que os CISOs (Chief Information Security Officers) continuem construindo uma frente resistente por meio de abordagens inovadoras, desenvolvendo equipes com habilidades de segurança.

Fonte: itforum365

PorWagner Lindemberg

Minicurso Pentest no Mundo Real no Root@RSI

Minicurso Pentest no Mundo Real no Root@RSI

A WL Tech estará presente no Root@RSI, maior evento de segurança da Informação de Fortaleza. Nessa oportunidade, apresentaremos o minicurso sobre Pentest em Aplicações Web. Ministrarão o minicurso Wagner Lindemberg e Leonardo Garcia (sócios proprietários da WL Tech Serviços em Tecnologia da Informação Ltda.).

O minicurso apresentará as principais definições e detalhes sobre como funciona o processo de Pentest num cenário real. Durante o minicurso serão apresentadas as seguintes fases de um Pentest:

  • Reconhecimento;
  • Scanning;
  • Análise de Vulnerabilidades;
  • Exploração.

O cenário será a realização de um Pentest em um site real (site esse de propriedade da nossa empresa – WL Tech).

Mais informações:

Site: rsi.dc.ufc.br/root
Facebook: facebook.com/rootrsi

PorWagner Lindemberg

Fator Humano em Segurança da Informação

Fator Humano

A confidencialidade da informação é falha em muitas organizações, às vezes mais por negligência do que por má fé dos funcionários. Surge então a necessidade de investir em treinamento e conscientização à cerca de como proteger a informação. Pessoas necessitam saber o valor desta informação, e assim participar efetivamente de processos além de operar mecanismos para que ela seja protegida.
Pessoas, Processos e Tecnologias, são de vital importância para a manutenção da Segurança da Informação, e no que consiste às pessoas, algumas vulnerabilidades podem ser exploradas, como é o caso da Engenharia Social.

A Engenharia Social consiste em usar mecanismos de interação humana, tais como sociais e psicológicos para obter informações. Não é difícil conhecer alguém que já tenha recebendo uma ligação solicitando dados pessoais, muitas vezes dizendo que a pessoa ganhou algum prêmio, algum sorteio, algo do tipo.

Em casos mais articulados, ligações visando obter acesso em áreas restritas, como por exemplo, solicitando senhas de usuários em sistemas, onde a urgência pode intimidar alguém a fornecer este acesso. Exemplos básicos de como é possível obter informações de pessoas não orientadas a lidar com esse tipo de situação.

Torna-se então fundamental que todo profissional dentro da organização tenha um treinamento de conscientização sobre segurança da informação e seja alertado sobre as vulnerabilidades e ameaças.
Portanto podemos concluir que processo de manter segura a informação requer muito mais do que avanço tecnológico. É preciso trabalhar fortemente em questões humanas e culturais para que em conjunto com processos e procedimentos bem estruturados, consigamos diminuir os riscos para o negócio.

Fonte: Link.

PorWagner Lindemberg

80% dos líderes de Segurança da Informação esperam ser atacados este ano

WL Tech

Quatro em cada cinco líderes de Segurança da Informação esperam que um ataque cibernético atinja suas organizações este ano, mas muitos não estão preparados para se defender contra ameaças emergentes, indica uma pesquisa da ISACA.

Mais da metade (53%) dos entrevistados do estudo “STATE OF CYBER SECURITY 2017” informou um aumento nos ataques cibernéticos no ano passado.

Além disso, 78% dos entrevistados relataram sofrer ataques de malwares que podem prejudicar as operações da organização e os dados do usuário.

Também 62% dos entrevistados relataram problemas com Ransomware no ano passado, mas apenas 53% têm um processo formal para responder a essas ameaças.

Menos de uma em cada três organizações (31%) testam frequentemente seus controles de segurança, 13% nunca testam e 16% não possuem um Plano de Resposta a Incidentes, mostra a pesquisa.

“Há uma lacuna significativa e relevante entre as ameaças que uma organização enfrenta e sua prontidão para enfrentar essas ameaças de forma oportuna ou efetiva”, informa o presidente do conselho da ISACA, Christos Dimitriadis.

“Os profissionais de segurança cibernética enfrentam enormes demandas para proteger a infra-estrutura organizacional, e as equipes precisam ser devidamente treinadas e preparadas”.

No lado positivo, 65% das organizações pesquisadas agora têm um Gestor de Segurança da Informação (CISO), ante 50% no ano passado.

“Com o número de ataques mal-intencionados aumentando, as organizações não podem sofrer uma desaceleração nos recursos. No entanto, com tantos entrevistados que mostram uma falta de confiança na capacidade de suas equipes para abordar questões complexas, sabemos que há muito a ser feito para enfrentar os desafios urgentes de segurança cibernética enfrentados por todas as empresas”.

Link para a pesquisa completa da ISACA

Fonte: www.technologydecisions.com.au

 

PorWagner Lindemberg

Corporações que cortaram o orçamento de TI pagaram o preço do WannaCry.

WannaCry

Corporações que cortaram o orçamento de TI pagaram o preço do WannaCry

 

O ransomware WannaCry expôs a fragilidade dos orçamentos de TI nas grandes corporações no mundo. O malware, que infectou mais de 300 mil computadores no mundo desde o dia 12 de maio, usa a vulnerabilidade de sistemas operacionais Windows já descontinuados pela Microsoft. “Em grandes companhias atualizações são difíceis de executar e evitadas por causa do orçamento e escala”, revela Nikolay Grebennikov, o vice-presidente de pesquisas e desenvolvimento na Acronis.

A Rússia foi o país mais afetado pelo WannaCry – cerca de 20% dos computadores infectados estão no país. “Muitas companhias na Rússia usam sistemas desatualizados e antivírus antigos”, critica o especialista. Uma das empresas foi o serviço de correio da Rússia, que ainda sofre o impacto do ransomware, com alguns de seus computadores continuam bloqueados, disseram três funcionários em Moscou à agência Reuters.

O vírus comprometeu o sistema automatizado de gerenciamento de filas e infectou terminais que funcionavam com o antigo Windows XP, disse um dos trabalhadores. Em algumas partes da capital russa terminais ainda estavam inoperantes , mas não se sabe exatamente quantas agências foram afetadas. Um porta-voz do correio russo, disse que nenhum computador foi infectado, mas alguns terminais estão temporariamente desligados como precaução. “O ataque não afetou o correio russo, todos os sistemas estão funcionando e estão estáveis”, disse.

Outras instituições no país disseram que foram infectadas pelo vírus, ressaltando a rapidez de Moscou em mostrar que também é uma vítima frequente de crimes digitais e contrariando alegações dos Estados Unidos e da Europa sobre crackers patrocinados pela Rússia. E ainda há milhares de computadores e empresas desprotegidas. De acordo com a Avast, cerca de 15% dos mais de 400 milhões de usuários do antívirus da empresa não corrigiram a falha do Windows (MS17-010). Os 10 países mais atingidos, de acordo com a companhia são (pela ordem): Rússia, Ucrânia, Taiwan, Índia, Brasil, Tailândia, Romênia, Filipinas, Armênia e Paquistão.

Segundo ainda a Avast, remover o WannaCry de um computador não é difícil. Os antivírus devem ser capazes de remover o ransomware e enviar os arquivos maliciosos para quarentena, mas isso não resolve todo o problema: os arquivos do usuário permanecem criptografados. No momento, não existe uma ferramenta de descriptografia disponível e, com base na nossa análise, a criptografia utilizada parece muito forte (AES-128 combinada com RSA-2048). A melhor solução para um computador infectado é recuperar os arquivos de um backup, se estiver disponível.

 

Fonte: cbsi.net.br.

 

PorWagner Lindemberg

Descoberta falha em programa do Linux no estilo do WannaCry

Falha em programa do Linux no estilo do WannaCry

Falha em programa do Linux no estilo do WannaCry

 

Depois do ataque WannaCry, que terá afetado mais de 300 mil computadores em todo o mundo, investigadores de cibersegurança anunciaram na quarta-feira, 24 de Maio de 2017, a descoberta de mais uma vulnerabilidade, num software de uso gratuito, que poderá afetar mais de 100 mil aparelhos em todo o Mundo. Segundo Rebekah Brown, da empresa de cibersegurança Rapid7, ainda não há sinais de ataques com recurso à vulnerabilidade descoberta, embora seja “muito, muito fácil explorar” o “buraco” no software Samba. A responsável revelou que contabilizaram mais de 100 mil computadores com versões vulneráveis do referido software gratuito, mas que é provável que haja “muitos mais”. Alguns poderão pertencer a organizações e empresas, mas a maioria serão computadores domésticos.

“A maioria dos computadores está a correr versões antigas do software que não podem ser emendadas”, acrescentou a investigadora. A vulnerabilidade encontrada pode ser utilizada para criar um “worm” semelhante ao que permitiu que o WannaCry se espalhasse tão depressa. Os investigadores da Rapid7 demoraram apenas 15 minutos para desenvolver um programa malicioso que tira proveito da referida vulnerabilidade.

 

Fonte: cbsi.net.br

PorLeonardo Garcia

Ransomware para smartphones cresceu mais de 3 vezes

Ilustração Ransomware

Nas últimas semanas, o sequestro de aparelhos nunca esteve tão em alta, especialmente pelo WannaCry, que foi responsável pela invasão de vários computadores em muitos locais do mundo. Porém, o vírus do tipo ransomware não é exclusivo para computadores, sendo que os smartphones podem também ser comprometidos.

De acordo com um levantamento divulgado nesta terça-feira (23), pela Kaspersky Lab, esse tipo de golpe, direcionado aos dispositivos móveis, teve aumento de 3,5 vezes entre janeiro e março deste ano.

A empresa de segurança mostra que o número de arquivos ransomware móvel passou de 61,8 mil, no trimestre passado, para 218,6 mil, no início deste ano. Tal aumento ocorre, principalmente, pelo crescimento da família Conjur, que está presente em 86% dos golpes já identificados.

O ransomware Conjur é um bloqueador que configura e também restabelece o PIN do aparelho, o que acaba fornecendo direitos de administrador no dispositivo e também algumas variantes do malware para que os cibercriminosos possam instalar o seu módulo na pasta do sistema. Vale mencionar que a remoção do arquivo é praticamente impossível. O Trojan-ransom.AndroidOS.Fusob.h é o líder dos trojans ainda. Conforme o estudo, ele foi o responsável por 45% de todos os ataques a dispositivos móveis.

Quando tal trojan é executado, ele solicita privilégios de administrador e consegue coletar informações do dispositivo através do histórico de chamadas e suas coordenadas GPS. Após isso, ele carrega os dados em um servidor que pode enviar a ordem para bloqueio do aparelho.

“O panorama de ameaça ransomware móveis ficou longe de ser calmo no primeiro trimestre do ano. O número de ameaças cresceu, com novas famílias e modificações de famílias já existentes. As pessoas precisam ter em mente que os criminosos podem – e cada vez mais vão- tentar bloquear o acesso a seus dados não apenas em um PC, mas também em seu dispositivo móvel”, explica Roman Unuchek, analista da Kaspersky Lab.

Para evitar ataques, a recomendação principal é que os usuários tenham muita cautela ao acessar a web: Não clicar em páginas e links duvidosos, bem como não inserir dados em cadastros sem saber a procedência da página. Também é indicado manter um backup atualizado do aparelho.

Fonte: Oficina da Net

PorWagner Lindemberg

Empresas e órgãos públicos devem melhorar segurança cibernética

O ciberataque global com o vírus WannaCry, que infectou milhares de computadores em diversos países do mundo na semana passada, acendeu o alerta para a importância da segurança cibernética no mundo corporativo e em órgãos públicos.

Essa cultura de prevenção para diminuir o risco de ataques e prejuízos para as empresas ainda não está disseminada como deveria no Brasil, disse o presidente da SaferNet, Thiago Tavares Nunes de Oliveira.

O especialista lembra que, no ataque da semana passada, só foram infectadas máquinas que estavam com o sistema operacional desatualizado, e a atualização estava disponível há dois meses. “Essa é uma constatação que comprova que as boas práticas de segurança que deveriam ser seguidas por todos, tanto usuários finais e principalmente usuários corporativos, não têm sido seguidas”, diz Oliveira, que também é presidente da Câmara de Direitos e Segurança do Comitê Gestor da Internet no Brasil.

Oliveira diz que os usuários só percebem a importância de fazer um backup de seus dados quando perdem um pen drive ou quando o disco rígido do computador queima. “Isso vai desde as pequenas, médias e grandes empresas até órgãos públicos e o usuário final, que não têm grandes estruturas para dar suporte. E, junto com isso, se vão as fotos da família, os arquivos de trabalho e até informações confidenciais do usuário, que correm o risco de se tornar públicas.

 

Prevenção e treinamento de funcionários

Outros especialistas em segurança da informação também alertam para a necessidade de melhorar as práticas de prevenção nas empresas. Para a diretora da Consultoria FTI, Thais Lopes, as empresas brasileiras ainda têm um nível de maturidade menor com relação à preocupação com ataques cibernéticos. “Mas isso está mudando, estamos dando os primeiros passos com relação à segurança das comunicações das empresas, tanto públicas quanto privadas”, avalia.

Ela cita pesquisa feita com mais de 500 executivos em diversos países, que mostra grande preocupação com o risco de ataques cibernéticos, tanto para prejuízos financeiros quanto para a reputação da empresa. Segundo a especialista, as empresas devem não apenas investir na área de tecnologia da informação, mas também treinar seus funcionários para saber como reagir e conhecer os possíveis tipos de ataques.

A falta de preocupação dos brasileiros com sua segurança digital também chama a atenção do presidente da empresa Psafe, especializada no assunto, Marco DeMello. Segundo ele, em geral as empresas e os usuários brasileiros não se preocupam “nem de perto” do que deveriam com a segurança digital. “Está na hora de as pessoas acordarem e terem mais cuidados com atualizações, senhas, redes sociais, aplicativos e sites que acessam. Não adianta trancar a porta de casa todos os dias e sua senha ser 12345. Sua vida digital estará totalmente exposta”, alerta.

Um cenário ainda mais sombrio é desenhado pelo especialista Dani Dilkin, diretor de Risco Cibernético da consultoria Deloitte. Ele alerta que nas próximas semanas o mundo poderá sofrer outros ataques, que serão variações do WannaCry. As causas, segundo ele, são o aprimoramento das técnicas de desenhos de programas maliciosos e a publicação de ferramentas que podem ser usadas para explorar a vulnerabilidade de outros sistemas. “Vamos ver, a partir daqui, esse tipo de incidente que aconteceu na semana passada o tempo todo”, prevê.

 

Banco do Brasil já havia se preparado

Todos os dias, o Banco do Brasil (BB) é alvo de ataques cibernéticos de toda natureza, desde os mais clássicos, como vírus, até os mais sofisticados, como o que atingiu diversas empresas na semana passada. “São centenas de milhares de ataques que empresas como a nossa estão sujeitas a receber. Todos os dias, minutos e segundos, o banco detecta, intercepta e bloqueia esses ataques”, diz a gerente da Unidade de Arquitetura e Governança de Tecnologia da Informação do Banco, Mônica Luciana Martins.

Segundo ela, o BB já havia sido alertado para um possível ataque como esse, e se preparou com atualizações de softwares e bloqueios de vulnerabilidades. Atualmente, cerca de 120 funcionários trabalham para garantir a segurança dos dados da instituição.

O banco tem um comitê de prevenção, que se reúne a cada dois meses, para definir medidas de segurança que serão implementadas, de acordo com os objetivos de negócio da empresa. A política estratégica de segurança é revista pelo menos a cada ano.

Também são realizadas campanhas internas, cursos a distancia e presenciais e várias ações de comunicação para disseminar a cultura de segurança da informação para os funcionários. “Para disseminar a consciência de que as informações dos clientes e do banco têm extrema importância para nós, é um ativo de altíssima importância e deve ser tratada de forma correta”, diz o gerente de Segurança Institucional do BB, Adilson Augusto Lobato.

As determinações para funcionários vão desde orientações sobre abertura de e-mails, arquivos que podem ser salvos, onde devem ser armazenadas as informações corporativas, o uso do e-mail corporativo apenas para serviço e os cuidados com credenciais de acessos. Os servidores também são orientados sobre como tratar as informações corporativas, até o que pode ou não fazer em redes sociais e em aplicativos de trocas de mensagens.

 

Segurança elevada para dados do governo

O gerenciamento de sites, sistemas e e-mails do setor público federal é feito pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). “Trabalhamos para ter um padrão de segurança elevadíssimo”, diz a presidente do órgão, Glória Guimarães.

Além da aplicação de “vacinas”, que são antivírus para evitar que as redes e computadores sejam infectados, o Serpro atua com um Grupo de Resposta Rápida a Ataque, que bloqueia imediatamente qualquer entrada de ameaças. “Estamos sempre colocando todas as nossas posições atualizadíssimas com relação à segurança e educação”, diz a presidente do Serpro,

Segundo ela, também é feito um trabalho de educação dos servidores para evitar problemas de segurança. Entre as orientações estão a de desligar os computadores à noite, não abrir e-mails ou mensagens maliciosos e fazer backup das máquinas para salvar os arquivos. O sistema de e-mail utilizado pelo Serpro, chamado de Expresso, utiliza criptografia de ponta a ponta para garantir a segurança das informações enviadas e recebidas.

Também são de responsabilidade do Serpro os serviços da Receita Federal, como a declaração do Imposto de Renda. “A vida fiscal de todo cidadão está aqui, por isso temos que ter bastante cuidado e critério com essas informações”, diz Glória.

 

Regras de ouro

Além das empresas, os usuários comuns devem incorporar, no seu dia a dia, hábitos para garantir a segurança de dados, como o uso de antivírus e a realização periódica de backup dos dados.

“É o preço que se paga para se manter seguro online. Da mesma forma que você faz seguro de carro e plano de saúde para não usar, deve fazer o backup para não precisar usar, mas, se precisar um dia, ter aquela segurança”, diz o presidente da SaferNet, Thiago Tavares Nunes de Oliveira.

Ele dá cinco “regras de ouro” para garantir a segurança do uso da internet:

1 – Manter o sistema operacional sempre atualizado. As atualizações de segurança dos sistemas tanto de computadores quanto de celulares devem ser feitas regularmente, de preferência de forma automática.

2 – Manter um antivírus atualizado. “Não se concebe hoje usar um computador sem antivirus atualizado”, diz o especialista.

3 – Ter sistemas de antispyware e antimalware, que protegem contra códigos maliciosos que interceptam as comunicações. É similar ao antivírus, mas tem a finalidade de impedir programas espiões.

4 – Manter um backup atualizado dos dados, de preferência em um HD externo

5 – Ter muito cuidado com os links que você clica por aí. Normalmente, o vetor de propagação dos virus e códigos maliciosos se dá por e-mail e por mensagens instantâneas. Então, isso vem normalmente na forma de um link, isso pode infectar sua máquina.

 

Fonte: Crypto ID

PorLeonardo Garcia

Empresas e órgãos públicos devem ficar atentos à segurança da informação

Segundo especialistas, ataques de hackers costumam afetar computadores desatualizados e sem a devida segurança

Token de segurança

O ciberataque global com o vírus WannaCry, que infectou milhares de computadores em diversos países do mundo no início de maio deste ano, acendeu o alerta para a importância da segurança da informação nas empresas e em órgãos públicos. A cultura de prevenção para diminuir o risco de ataques e prejuízos ainda não está disseminada como deveria no Brasil, segundo Thiago Tavares Nunes de Oliveira, presidente da SaferNet.

O especialista lembra que, nos ataques de maio, só foram infectadas máquinas que estavam com o sistema operacional desatualizado – a atualização estava disponível há dois meses. “Essa é uma constatação que comprova que as boas práticas de segurança que deveriam ser seguidas por todos, tanto usuários finais e principalmente usuários corporativos, não têm sido seguidas”, diz Oliveira, que também é presidente da Câmara de Direitos e Segurança do Comitê Gestor da Internet no Brasil.

Segundo ele, os usuários só percebem a importância de fazer um backup dos dados quando perdem um pen drive ou quando o disco rígido do computador queima. “Isso vai desde as pequenas, médias e grandes empresas até órgãos públicos e o usuário final, que não têm grandes estruturas para dar suporte. E, junto com isso, se vão as fotos da família, os arquivos de trabalho e até informações confidenciais do usuário, que correm o risco de se tornarem públicas”, comenta Thiago Oliveira.

Prevenção e treinamento

Outros especialistas em segurança da informação também alertam para a necessidade de melhorar as práticas de prevenção nas empresas. Para Thais Lopes, diretora da Consultoria FTI, as empresas brasileiras ainda têm um nível de maturidade menor em relação à preocupação com ataques cibernéticos. “Mas, isso está mudando. Estamos dando os primeiros passos em relação à segurança das comunicações das empresas, tanto públicas quanto privadas”, avalia a especialista.

Segurança no governo

O gerenciamento de sites, sistemas e emails do setor público do governo brasileiro é feito pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). “Trabalhamos para ter um padrão de segurança elevadíssimo”, diz Glória Guimarães, presidente do órgão.

Além da aplicação de “vacinas”, que são antivirus para evitar que as redes e computadores sejam infectados, o Serpro atua com um Grupo de Resposta Rápida a Ataque, que bloqueia imediatamente qualquer entrada de ameaças. “Estamos sempre colocando todas as nossas posições atualizadíssimas em relação à segurança e educação”, comenta a especialista.

Segundo ela, também é feito um trabalho de educação dos servidores para evitar problemas de segurança. Entre as orientações estão a de desligar os computadores à noite, não abrir emails ou mensagens maliciosas e fazer backup das máquinas para salvar os arquivos. O sistema de troca de mensagens utilizado pelo Serpro, chamado de Expresso, utiliza criptografia para garantir a segurança das informações enviadas e recebidas.

Regras de ouro

Além das empresas, os usuários comuns devem incorporar, no dia a dia, hábitos para garantir a segurança de dados, como o uso de antivirus e a realização periódica de backup dos dados. “É o preço que se paga para se manter seguro online. Da mesma forma que você faz seguro de carro e plano de saúde para não usar, deve fazer o backup para não precisar usar, mas, se precisar um dia, ter aquela segurança”, diz o presidente da SaferNet, Thiago Tavares Nunes de Oliveira.

Ele dá cinco “regras de ouro” para garantir a segurança do uso da internet:

  • Manter o sistema operacional sempre atualizado. As atualizações de segurança dos sistemas tanto de computadores quanto de celulares devem ser feitas regularmente, de preferência de forma automática
  • Manter um antivírus atualizado
  • Ter sistemas de antispyware e antimalware, que protegem contra códigos maliciosos que interceptam as comunicações. É similar ao antivirus, mas tem a finalidade de impedir programas espiões
  • Manter um backup atualizado dos dados, de preferência em um HD externo
  • Ter muito cuidado com os links que você clica. Normalmente, o vetor de propagação dos virus e códigos maliciosos se dá por email e por mensagens instantâneas. Então, isso vem, normalmente, em forma de link

Fonte: Revista Encontro

PorLeonardo Garcia

Falha do Google Apps expõe quase 300 mil domínios

Google Apps

Google Apps

Nomes, endereços, informações de e-mail e números de telefones de 282.867 proprietários de domínios no Google Apps foram expostos devido a uma falha de segurança no Whois, protocolo voltado para consulta de informações sobre domínios, de acordo com a Cisco.
A equipe de pesquisa e segurança da empresa Talos publicou uma nota sobre o assunto indicando que o problema parece ter começado em meados de 2013 e, desde então, tem revelado detalhes de dados de pessoas que optaram pela proteção da privacidade no Whois.

Pesquisadores concluíram que os administradores de domínios foram afetados depois de terem renovado seus dados de registro privado no Whois. Dos cerca de 309.925 domínios registrados no eNom, parceiro do Google, cerca de 94% foram afetados.

A correção já foi solicitada, mas a equipe da Talos alerta que a falha possibilitou extrair informação que podem ser usadas para fins maliciosos, como disparo de spams, phishing e outras formas criminosas de uso de dados. O Google, por sua vez, enviou um e-mail para os usuários afetados explicando a falha.