Arquivo do autor Wagner Lindemberg

PorWagner Lindemberg

Hackers explorarão sistemas com IA para potencializar ataques

Inteligência artificial já é realidade em muitas empresas dos mais variados segmentos e, além de automatizar tarefas manuais e melhorar a tomada de decisão também podem tornar os ambientes vulneráveis a ataques, já que muitos deles abrigam quantidades enormes de dados

Hackers explorarão sistemas com IA

Pesquisadores estão cada vez mais preocupados com a suscetibilidade desses sistemas às ações maliciosas que podem corromper e afetar sua operação. A fragilidade de algumas tecnologias de IA serão uma preocupação crescente em 2019. De algum modo, esse receio vai espelhar o que vimos 20 anos atrás com a internet, que rapidamente atraiu a atenção de hackers, especialmente após a ascensão do e-commerce.

Os hackers não vão apenas mirar os sistemas de IA, mas também usar técnicas baseadas em inteligência artificial para melhorar suas próprias atividades. Sistemas automáticos com IA podem sondar vulnerabilidades desconhecidas que podem ser exploradas. Pode ainda ser utilizada para phishing e outros ataques de engenharia social ainda mais sofisticados criando vídeos e áudios realistas ou e-mails para enganar alvos específicos. Outro uso é para campanhas de desinformação, como por exemplo um vídeo falso de um CEO de uma empresa feito com o uso de IA que afirma uma grande perda financeira, ou um problema de segurança ou qualquer outra notícia crítica. A viralização de uma notícia falsa nesse nível pode causar um impacto significativo até que a verdade venha à tona.

IA vai ser fundamental para prevenir e identificar ataques

Um sistema baseado em inteligência artificial pode simular uma série de ataques à rede de uma empresa para avaliar as vulnerabilidades antes que ela seja descoberta por um hacker. Ele também ajuda pessoas a protegerem suas casas e privacidade. Pode por exemplo ser utilizada em smartphones para avisar usuários se determinadas ações são arriscadas, como quando configura um novo e-mail no aparelho e a ferramenta pode recomendar a autenticação em duas etapas.

5G

Deve demorar pouco tempo para que as redes 5G e os celulares adaptados para esta tecnologia se espalhem. O IDG prevê que o mercado relacionado à infraestrutura de rede de 5G cresça de aproximadamente US$ 528 milhões em 2018 para US$ 26 bilhões em 2022.

Com o tempo, mais dispositivos de internet das coisas (IoT) estarão conectados em uma rede 5G ao invés de roteador Wi-Fi. Essa tendência faz com que os dispositivos sejam mais suscetíveis a ataques diretos. Para usuários domésticos, será também mais difícil monitorar todos os dispositivos IoT já que eles não passam pelo roteador central. A possibilidade de armazenar ou transmitir grandes volumes de dados facilmente na nuvem também darão aos hackers novos alvos para atacar.

Eventos baseados em IoT irão além de DDoS para formas mais perigosas de ataque

Nos últimos anos, ataques massivos de DDoS (ataque de negação de serviço) se aproveitaram de milhares de dispositivos infectados para enviar tráfego pesado para determinados sites. Este tipo de ataque não recebeu muita atenção da mídia, mas continua a acontecer e vai permanecer como uma ameaça nos próximos anos.

Podemos esperar também ver dispositivos IoT com pouca segurança se tornarem alvos para outras ações, como ataques que usam esses equipamentos como ponte entre o digital e o físico – carros conectados e outros que controlam sistemas críticos como distribuidoras de energia e empresas de telecomunicação, por exemplo.

Captura de dados

Provavelmente veremos hackers explorando redes caseiras de Wi-Fi e outros dispositivos IoT com pouca segurança. Dispositivos de internet das coisas já estão sendo utilizados para ataques massivos de cryptojacking a fim de minerar criptomoedas.

Podemos esperar também tentativas crescentes de acesso a roteadores caseiros e outras centrais IoT para capturar dados que estejam passando por eles. Um malware em um desses dispositivos, por exemplo, pode roubar dados bancários e informações sensíveis, que tendem ser guardados com mais segurança. Os e-commerces, por exemplo, não armazenam os números de segurança de cartão de crédito, tornando mais difícil para que cibercriminosos roubem os cartões de crédito de sua base. Mas eles com certeza vão evoluir as técnicas para roubar esse tipo de informação enquanto ela estiver trafegando pela internet.

Do ponto de vista das empresas, existem inúmeros exemplos de dados comprometidos enquanto trafegavam em 2018. O grupo Magecart roubou dados sensíveis e de cartão de crédito de e-commerces ao colocar scripts maliciosos diretamente nos sites ou comprometendo fornecedores terceiros que eram usados pelos lojistas. Esses ataques denominados “formjacking” impactaram inúmeras empresas globais recentemente.

A Symantec acredita que os cibercriminosos continuarão a focar em ataques a empresas baseados em rede neste ano, já que eles fornecem uma visibilidade única das ações e infraestrutura das vítimas.

Ataques à cadeia de suprimentos

Os softwares de supply chain estão se tornando alvos cada vez mais comuns, com hackers implementando malwares em softwares legítimos em seu local de distribuição usual. Eles podem ocorrer durante a produção do software ou em um fornecedor terceirizado. Em um cenário típico de ataque, o hacker substitui a atualização legítima do software por uma versão maliciosa para distribuir de forma rápida e oculta para os alvos.

Esse tipo de ataque está crescendo em volume e sofisticação. Um hacker, por exemplo, pode comprometer ou alterar um chip, adicionar um código fonte no hardware antes que o componente seja distribuído para milhões de computadores. Esse tipo de ameaça é muito difícil de ser removida, e deve persistir mesmo depois que o computador for formatado.

Segurança e privacidade de dados

Tanto a GDPR, nova lei de proteção de dados da União Europeia, quanto o LGPD, legislação similar aprovada no Brasil, devem ser precursoras de uma série de iniciativas de privacidade e segurança em outros países. Mas, certamente essas legislações irão de alguma maneira ser prejudiciais, já que podem proibir empresas de segurança de compartilhar até mesmo informações genéricas que servem para identificar e combater ataques.

 Fonte: SecurityReport.

PorWagner Lindemberg

Cassino online vaza informações sobre 108 milhões de apostas, incluindo detalhes de usuários

Um grupo de cassino on-line vazou informações sobre mais de 108 milhões de apostas, incluindo detalhes sobre informações pessoais, depósitos e saques dos clientes, informou a ZDNet.

Os dados vazaram de um servidor ElasticSearch que foi deixado exposto online sem uma senha, disse Justin Paine, o pesquisador de segurança que descobriu o servidor, à ZDNet.

O ElasticSearch é um mecanismo de pesquisa portátil e de alta qualidade que as empresas instalam para melhorar a indexação de dados e os recursos de pesquisa de seus aplicativos da Web. Esses servidores geralmente são instalados em redes internas e não devem ficar expostos on-line, pois geralmente lidam com as informações mais importantes de uma empresa.

Na semana passada, Paine se deparou com uma dessas instâncias do ElasticSearch que ficou sem segurança on-line, sem autenticação para proteger seu conteúdo confidencial. No primeiro olhar, ficou claro para Paine que o servidor continha dados de um portal de apostas online.

Apesar de ser um servidor, a instância ElasticSearch lidava com uma grande quantidade de informações agregadas de vários domínios da Web, provavelmente de algum tipo de esquema de afiliados, ou de uma empresa maior operando vários portais de apostas.

Após uma análise das URLs detectadas nos dados do servidor, Paine e ZDNet concluíram que todos os domínios rodavam cassinos on-line onde os usuários podiam fazer apostas em cartões clássicos e jogos de slot, mas também em outros jogos de apostas não padrão.

Alguns dos domínios que Paine localizou no servidor com vazamento incluíam kahunacasino.com, azur-casino.com, easybet.com e viproomcasino.net, só para citar alguns.

Depois de algumas pesquisas, alguns dos domínios pertenciam à mesma empresa, mas outros pertenciam a empresas localizadas no mesmo prédio em um endereço em Limassol, Chipre, ou operavam com o mesmo número de licença da eGaming emitido pelo governo de Curacao. – uma pequena ilha no Caribe – sugerindo que eles provavelmente eram operados pela mesma entidade.

Os dados do usuário que vazaram desse servidor comum do ElasticSearch incluíam muitas informações confidenciais, como nomes reais, endereços residenciais, números de telefone, endereços de e-mail, datas de nascimento, nomes de usuários do site, saldos de contas, endereços IP, navegador e detalhes do sistema operacional. informação, e uma lista de jogos jogados.

Além disso, Paine também encontrou cerca de 108 milhões de registros contendo informações sobre apostas, ganhos, depósitos e saques atuais. Os dados sobre depósitos e levantamentos também incluem detalhes do cartão de pagamento.

A boa notícia é que os detalhes do cartão de pagamento indexados no servidor ElasticSearch foram parcialmente editados e não estavam expondo os detalhes financeiros completos do usuário.

A má notícia é que qualquer um que tenha encontrado o banco de dados saberia os nomes, endereços residenciais e números de telefone dos jogadores que ganharam recentemente grandes somas de dinheiro e poderiam ter usado essas informações para direcionar usuários como parte de esquemas fraudulentos ou de extorsão.

O ZDNet entrou em contato por e-mail com todos os portais on-line cujos dados Paine identificou no servidor com vazamento. Até o momento, não recebemos nenhuma resposta de nenhuma das equipes de suporte que contatamos na semana passada, mas hoje, o servidor com vazamento ficou offline e não está mais acessível.

“Finalmente está claro. Não está claro se o cliente o desativou ou se o OVH fez o firewall para eles”, disse Paine à ZDNet, depois que ele também entrou em contato com o provedor de serviços na semana passada.

Tendo em conta que nenhum dos sites acima mencionados respondeu ao nosso pedido de comentários e nem tem a sua empresa-mãe, não ficou claro durante quanto tempo o servidor ficou exposto on-line, quantos utilizadores foram afetados exatamente, se alguém fora do pesquisador de segurança acessou o servidor com vazamento e se os clientes forem notificados de que seus dados pessoais ficaram expostos na Internet à vista.

Fonte: ZDNet.

PorWagner Lindemberg

Hackers burlam autenticação em dois fatores do Gmail e Yahoo

Um novo método de ataque se mostrou capaz de burlar sistemas de autenticação em dois fatores de serviços de e-mail como Gmail e Yahooo. Os hackers, que estariam ligados ao governo iraniano, teriam como alvo ativistas políticos, oficiais de governos rivais e jornalistas contrários, em golpes direcionados que envolvem o monitoramento e roubo em tempo real de credenciais, senhas e códigos de acesso.

O golpe foi revelado pelos especialistas da Certfa Lab. Um e-mail fraudulento é enviado às vítimas em nome do serviço de e-mail, escrito de forma dedicada a elas e com o maior nível de autenticidade possível. Uma imagem oculta na mensagem alerta os hackers sobre a visualização, enquanto um link igualmente falso, contido na comunicação, que os leva a um simulacro da página de login oficial dos serviços.

É aí que entra a parte mais arrojada do golpe, com os criminosos permanecendo em uma vigília em tempo real pela inserção de informações de login e senha. Uma vez que elas são digitadas na página falsa, um dos envolvidos no golpe as insere no serviço oficial. Caso a autenticação em dois fatores esteja ativada, a página falsa exibe o alerta de mensagem enviada para o celular, com campo para digitação do código, e um SMS efetivamente é mandado a partir da tentativa real de login.

O processo se repete novamente, com o código sendo inserido e, depois, reproduzido pelo hacker no serviço oficial. De forma a não levantar suspeitas, a página falsa redireciona o usuário para a caixa de entrada real e, agora, tanto o próprio usuário quanto o criminoso passam a ter acesso às informações. A partir daí, estão abertas as portas para roubo de informação ou invasões a redes sociais, sistemas corporativos e outras plataformas.

Os especialistas comprovaram a eficácia do método em plataformas que usam o SMS como método de verificação na segunda etapa, mas ainda não puderam confirmar que ele funciona, também, com códigos que venham de apps como o Googlee Autenticador. A ideia, entretanto, é que o golpe deve ser eficaz também contra esses métodos, já que, em sua essência, eles não são tão diferentes de uma autenticação por SMS.

A única comprovação de invasão, no final das contas, acabam sendo os registros de login, que conterão o IP e região dos hackers responsáveis pela brecha. Entretanto, esse é um campo dificilmente verificado pelos usuários e, como o login foi feito a partir da autenticação em dois fatores, os serviços também não alertarão as vítimas sobre o acesso indevido à conta.

De acordo com a Certfa, os ataques não estão sendo realizados em grande escala, mas existe uma campanha governamental com alvos específicos. O golpe contaria com mais de 20 domínios diferentes e diversas contas de e-mails fraudulentos, além de sites falsos hospedados até mesmo nos servidores da própria Google, tudo em prol de passar uma aparência de legitimidade ao golpe.

Os ataques estariam ligados a um grupo chamado Charming Kitten, que já participou de outras operações ao lado do governo iraniano. Em novembro, por exemplo, oficiais do governo, contratados por ele ou ativistas a favor das sanções impostas pelos EUA ao país foram alvo de tentativas de phishing dessa categoria, o que incluiu também agentes do tesouro americano e funcionários de empresas com ligações à administração pública. Como naquela ocasião, o Irã não se pronunciou sobre o suposto envolvimento nestas operações.

Fonte: Ars Technica

PorWagner Lindemberg

Gemalto aponta em Estudo que 61% dos entrevistados reconhecem que redes sociais são vulneráveis

Estudo da Gemalto descobre que consumidores acreditam que empresas de mídias sociais sejam vulneráveis, com 61% dos entrevistados afirmando que elas representam o maior risco de exposição de dados

AMSTERDÃ – 5 de dezembro de 2018 – A maioria dos consumidores está disposta a abandonar completamente as empresas que sofreram uma violação de dados, com os varejistas no topo desta lista, de acordo com pesquisa da Gemalto, líder mundial em segurança digital. É improvável que dois terços (66%) resolvam fazer compras ou negócios com uma empresa que sofreu uma violação que tenha exposto suas informações financeiras e confidenciais. Os sites de varejistas (62%), bancos (59%) e de mídia social (58%) são os que mais correm risco de perder clientes.

Ao entrevistar 10.500 consumidores no mundo inteiro, a Gemalto descobriu que, independente da idade, 93% culpam as empresas por violações de dados e pensam em agir contra eles. Os sites de mídia social são os que mais preocupam os consumidores, com 61% afirmando que estas empresas não oferecem proteção adequada aos dados do consumidor, seguidos pelos sites de bancos (40%).

Empresas consideradas responsáveis, enquanto os consumidores resolvem agir rapidamente

Com o aumento da conscientização dos problemas de proteção e privacidade de dados, os consumidores agora acreditam que a maior parte (70%) da responsabilidade pela proteção de seus dados depende da empresa que os detém. Isso fez com que a proteção de dados fosse uma consideração importante para os consumidores na hora de interagir com uma marca, com 82% querendo que as empresas implementassem maiores medidas de segurança para seu canal on-line. Estas preocupações são motivadas por 91% dos usuários, que acreditam que os aplicativos e sites que eles utilizam atualmente representam um risco para a proteção e segurança de suas informações pessoais identificáveis (PII).

Apesar dos consumidores colocarem a responsabilidade firmemente nas mãos das empresas, apenas um quarto acha que as empresas estão realmente preocupadas com a proteção e a segurança dos dados dos clientes. Ao assumir o controle da situação, os consumidores não permitem que as empresas se escondam, já que a maioria dos entrevistados forneceu a estas empresas feedback sobre os métodos de segurança que estão oferecendo (35%), que já consideraram (19%) ou podem considerar no futuro (33%).

As empresas não têm escolha, a não ser melhorar a segurança de seus sites, já que os clientes não acreditam que o ônus de mudar seus hábitos de segurança deve recair sobre eles”, disse Jason Hart, diretor de tecnologia de Proteção de Dados da Gemalto. “Os sites de mídia social, especificamente, têm uma batalha em suas mãos para restaurar a confiança em sua segurança e mostrar aos consumidores que estão ouvindo suas preocupações. Se isso não for feito, poderemos considerar alguns desastres em termos de negócios aos infratores, já que os consumidores estão preparados para mudar seus negócios para outro lugar.

Um passado conturbado e um futuro frustrante para os consumidores

Não é nenhuma surpresa que os consumidores estejam frustrados com o estado da proteção de dados nas empresas. Um quarto dos pesquisados já foi vítima de uso fraudulento de suas informações financeiras (26%), 19% por uso fraudulento de suas informações pessoais identificáveis (PII) e 16% por roubo de identidade (ID). Pior ainda, os consumidores não acreditam que as coisas irão melhorar, já que dois terços (66%) afirmam que, em algum momento no futuro, suas informações pessoais serão roubadas.

Mesmo com o medo de que possam se tornar vítimas de uma violação de dados, os consumidores não planejam alterar seu comportamento on-line, pois acreditam que a responsabilidade deve recair sobre as empresas que detêm seus dados. Isso pode explicar por que mais da metade (55%) dos entrevistados continua usando a mesma senha em diferentes contas.

Além de trocar de marca, a geração mais jovem está preparada para ir além e participar de ações jurídicas contra marcas que perdem seus dados. Quase sete em cada dez (67%) jovens de 18 a 24 anos revelaram que levariam os fraudadores e marcas que sofreram uma violação aos tribunais, quando comparados com apenas 45% das pessoas com 65 anos ou mais, com mais de 28% da geração Z (18-24 anos de idade) pelo menos considerando fazer isso.

Isso deve ser um alerta para as empresas de que a paciência do consumidor acabou. Fica claro que eles têm pouca fé de que as empresas estão levando a sério a proteção de dados ou que suas preocupações serão ouvidas, o que os força a agir por conta própria”, continua Hart. “À medida que os jovens se tornam os grandes consumidores do futuro, as empresas estão arriscando não só alienar seus fluxos de receita atuais e futuros, mas também sua reputação, se continuarem dando a impressão de que não levam a sério a segurança de dados. Empresas atuantes devem começar a fazer o básico corretamente, isto é, proteger o seu ativo mais valioso, os dados, com os controles de segurança corretos.

Fonte: CryptoID

PorWagner Lindemberg

Hacker clona celular e rouba US$ 1 milhão de banco de criptomoedas

O hacker Nicholas Truglia, de 21 anos, foi preso por roubar US$ 1 milhão em fundos pertencentes a um cliente de dois bancos de criptomoedas. A vítima é Robert Ross, da cidade de São Francisco, que possuía o valor depositado nos serviços Coinbase e Gemini. As duas contas foram esvaziadas pelo criminoso após a clonagem de seu número de celular.

Em depoimento à polícia, Ross afirmou ter perdido o sinal em seu smartphone no dia 26 de outubro. Nos dias que se seguiram, ele foi a lojas da Apple e também de sua operadora, a AT&T, quando notou que seu número havia sido clonado. Truglia usou sistemas de recuperação de senha e verificação de acesso para acessar as contas da vítima, converter o US$ 1 milhão em criptomoedas e transferi-las para carteiras próprias.

O dinheiro, afirmou a vítima, estava guardado para a realização de possíveis investimentos em moedas virtuais e para pagamento da faculdade da filha. O hacker foi preso na última semana e, após uma busca no apartamento do criminoso em Nova York, US$ 300 mil foram recuperados, com as autoridades admitindo que localizar o restante pode ser uma tarefa complicada.

Truglia foi indiciado por 21 crimes, incluindo fraude, roubo de identidade, roubo, invasão de computadores e outros. Ele também teria clonado celulares de executivos do Vale do Silício, incluindo CEOs e fundadores de câmbios e serviços voltados para as criptomoedas, mas não foi capaz de realizar roubos contra eles.

Nomes como estes vêm sendo cada vez mais citados como vítimas de uma prática chamada “SIM-swapping”, ou “troca de SIMs”, em uma tradução livre. Os criminosos transferem o número de celular da vítima para um chip ou dispositivo sob seu controle. Na sequência, tentativas de invasão de contas são feitas mesmo que protocolos de autenticação em duas etapas estejam funcionando.

É uma prática relativamente simples de ser realizada, afirma a polícia, uma vez que as operadoras americanas realizam verificações simples de cadastro antes da transferência, com dados como data de nascimento ou números de documentos. Tais informações podem ser obtidas de diferentes maneiras, a partir de engenharia social ou por meio de bancos de dados vazados de serviços online.

A mesma AT&T da vítima de Truglia já foi processada por um caso desse tipo, sendo acusada por um americano de negligência. No caso, registrado no começo do ano, o homem teve mais de US$ 24 milhões roubados de diferentes serviços online de criptomoedas depois de ter seu chip clonado com o uso de engenharia social no serviço telefônico da operadora.

As autoridades sugerem que as empresas do setor incrementem seus protocolos de segurança para casos desse tipo. Aos usuários, a polícia pede agilidade no registro de problemas quanto à perda de sinal, além de atenção maior na distribuição de cartões de visita e no armazenamento de fundos, que devem ser guardados em carteiras desconectadas, impossíveis de serem roubadas pelo método.

Fonte: CNBC

PorWagner Lindemberg

Kaspersky detecta nova falha desconhecida no Windows

 

Há um mês, escrevemos sobre termos encontrado um exploit no Microsoft Windows. Pode parecer familiar, mas nossas tecnologias proativas detectaram outro exploit de 0-day que mais uma vez, se aproveita de uma vulnerabilidade previamente desconhecida no sistema operacional. Dessa vez, apenas o Windows 7 e o Server 2008 estão em risco.

No entanto, essa limitação não torna a ameaça menos perigosa. Embora a Microsoft tenha suspendido o suporte geral para o Server 2008 em janeiro de 2015 e oferecido uma atualização gratuita no lançamento do Windows 10, nem todas as pessoas fizeram a instalação. Os desenvolvedores ainda estão oferecendo atualizações de segurança e suporte para ambos os sistemas (e devem continuar até o dia 14 de janeiro de 2020) porque ainda possuem clientes suficientes.

Quando detectamos o exploit, em outubro passado, nossos especialistas imediatamente reportaram a vulnerabilidade à Microsoft, junto com uma prova de conceito. Os desenvolvedores corrigiram prontamente o problema em 13 de novembro.

O que você deve saber sobre esta vulnerabilidade e este exploit?

Trata-se de uma vulnerabilidade de 0-day de elevação de privilégio no driver win32k.sys. Ao explorar essa falha, os cibercriminosos podem garantir os acessos necessários para persistirem no sistema de uma vítima.

O exploit foi utilizado em diversos ataques de APT, principalmente na região do Oriente Médio, e focava apenas nas versões de 32-bits do Windows 7. Você pode encontrar dados técnicos neste post do Securelist. Os assinantes dos nossos relatórios de inteligência de ameaças também podem obter mais informações sobre o ataque pelo endereço de e-mail intelreports@kaspersky.com.

Como se proteger?

Nada de novo por aqui — mas atenção aos nossos conselhos de sempre para vulnerabilidades:

  • Instale o patch da Microsoft imediatamente.
  • Atualize regularmente todos os softwares que a sua empresa utiliza para as versões mais recentes.
  • Pare de utilizar softwares desatualizados antes que seu suporte seja suspenso.
  • Utilize produtos de segurança com capacidades de avaliação de vulnerabilidades e gerenciamento de correções para automatizar processos de atualização.
  • Utilize uma solução de segurança robusta equipada com funcionalidade de detecção com base em comportamentos para uma proteção efetiva contra ameaças desconhecidas incluindo exploits 0-day.

Note que, mais uma vez, o crédito pela detecção dessa ameaça previamente desconhecida vai para nossas tecnologias proativas: mais propriamente para o mecanismo antimalware e de sandbox avançado da Kaspersky Anti Targeted Attack Platform (uma solução criada especificamente para proteção contra ameaças APT) e a tecnologia de prevenção automática de exploits que formam um subsistema integral do Kaspersky Endpoint Security for Business.

Fonte: Kaspersky

PorWagner Lindemberg

Instalações crackeadas do Windows estão infectadas com EternalBlue

O EternalBlue, é o exploit da NSA que fez estragos com o DOUBLEPULSAR no ataque WannaCry.

O código malicioso foi vazado on-line pelo grupo de hackers Shadow Brokers que o roubou do arsenal do Equation Group vinculado à NSA.

O EternalBlue tem como alvo o protocolo SMBv1 do Servidor na porta 445; ele se tornou amplamente adotado na comunidade de desenvolvedores de malware para atingir os sistemas Windows 7 e Windows XP.

A Microsoft solucionou a falha com o MS17-010 e também lançou um patch de emergência para o Windows XP e o Server 2003 em resposta aos ataques de ransomware do WannaCry.

De acordo com uma nova publicação da Avira, os sistemas não corrigidos permanecem expostos a ataques cibernéticos e são serialmente infectados por ameaças.

Ainda há um número significativo de máquinas repetidamente infectadas mais de um ano após os grandes ataques de WannaCry e Petya, disse Mikel Echevarria-Lizarraga, analista sênior de vírus do Avira Protection Lab.

Nossa pesquisa vinculou isso a máquinas Windows que não foram atualizadas em relação à exploração Eternal Blue da NSA e são um alvo aberto para malware.

O número de sistemas não corrigidos expostos online é muito alto, os especialistas apontaram que a maioria deles foi infectada várias vezes. Eles descobriram que as máquinas rodavam instalações crackeadas do Windows, o que significa que não receberam as atualizações de segurança da Microsoft.

Estávamos pesquisando as razões por trás de uma série de máquinas com infecções repetidas, acrescentou Mikel. Descobrimos que muitas dessas máquinas infectadas em série estavam executando falhas de ativação, o que significa que não podem ou não querem atualizar o Windows e instalar atualizações. Isso também significa que eles não receberam o patch de emergência de março de 2017 da Microsoft para esta vulnerabilidade.

A Avira decidiu desativar o protocolo SMB1 totalmente na máquina infectada para interromper o ciclo de infecção sem fim.

Os especialistas descobriram cerca de 300.000 computadores afetados pelo problema, e o Avira Protection está desativando o protocolo SMB1 em cerca de 14.000 computadores diariamente.

A lista dos dez principais países para máquinas infectadas em série é:

  • Indonésia
  • Taiwan
  • Vietnam
  • Tailândia
  • Egito
  • Rússia
  • China
  • Filipinas
  • Índia
  • Turquia

A lista acima não surpreende os especialistas, de acordo com estudos da Statista, os países acima são os principais países para o uso de software não licenciado.

O predomínio de máquinas infectadas fora da América do Norte e da Europa é semelhante aos estudos da Statista sobre o uso de software não licenciado, concluiu a Avira.

Este estudo encontrou taxas de software não licenciadas em média em torno de 52 a 60% fora dos Estados Unidos e da União Européia e caiu para 16% e 28% respectivamente nessas áreas. Geralmente, o software não licenciado não consegue obter os patches mais recentes contra vulnerabilidades como o EternalBlue.

Fonte: securityaffairs.co

PorWagner Lindemberg

Gerenciamento de Riscos e Resposta a Incidentes – Os ataques direcionados executados por adversários determinados.

Os ataques direcionados executados por adversários determinados não são um novo fenômeno; a espionagem política, militar e até mesmo comercial existe, de alguma forma, há centenas de anos. Ao longo das três últimas décadas, a conectividade global da Internet, juntamente com a falta de controle e a capacidade do anonimato online, gerou novos vetores de ataques.

Para combater essas ameaças com êxito, são necessárias ações coordenadas entre os setores privado e público, além de um foco maior no gerenciamento de riscos e na resposta a incidentes em relação a ataques direcionados. Os tópicos a seguir resumem essas chamadas à ação:

Estabelecer uma cultura que promova a troca de informações.

O compartilhamento de informações rápido e abrangente é essencial para ajudar a combater a ameaça dos ataques direcionados. Isso exige o estabelecimento de um ambiente onde as vítimas tenham confiança suficiente para compartilhar detalhes dos ataques contra elas e permitir que os governos compartilhem detalhes do ecossistema de ameaças em constante evolução a partir de suas perspectivas. Os governos devem trabalhar pela criação e harmonização de leis globais que protejam o espaço cibernético e permitam o compartilhamento de informações (inclusive informações técnicas sobre ataques direcionados e avaliações de ameaças sobre os adversários determinados) para além de fronteiras internacionais.

O modo como os países fazem isso internamente pode variar, mas o resultado desejado é um objetivo em comum.

Transformar o gerenciamento de riscos em uma estratégia essencial para organizações, empresas e governos que desejam prevenir, detectar, conter e reagir à ameaça dos ataques direcionados.

Um elemento importante das estratégias de gerenciamento de riscos deve ser o pressuposto de que a organização será (ou já foi) comprometida. Outro fator essencial é criar planos de ação que analisem detalhadamente o que os agentes malintencionados farão se comprometerem os recursos de alto valor de uma organização. A meta é um gerenciamento de riscos eficaz; a eliminação do risco não é possível.

Transformar a criação e a operação ativa de uma empresa de segurança analítica em uma prioridade.

Até mesmo os ambientes bem protegidos serão atacados por adversários determinados, que são agnósticos em relação à tecnologia e persistentes. A implantação de soluções de análises avançadas e detecção de invasões que levem em consideração a integridade em tempo real e a condição de segurança das redes envolve mais do que o monitoramento de redes tradicional. Além dos dados de segurança de sistemas de detecção de invasões, as organizações também podem usar as informações fornecidas pelos recursos de TI (como roteadores, hosts e servidores proxy) para avaliar o status operacional e de segurança. A grande quantidade de dados de monitoramento e auditoria gerada por essas soluções deve, em última instância, ser convertida em informações que possam ser usadas para permitir respostas de segurança cibernética mais eficazes.

Transformar o estabelecimento de uma função fixa de gerenciamento e resposta a incidentes em uma atividade crucial, em nível organizacional e internacional.

 As organizações devem garantir que são capazes de reagir adequadamente a um ataque quando é detectado, conter o invasor e se recuperar do ataque. Os planos de resposta devem incluir planos de comunicações robustos (internos e externos) para ajudar a garantir que especulações e suposições não causem mais danos. Em nível internacional, é necessário incorporar capacidade e recursos de resposta adequados a países do mundo todo. As organizações e os governos devem estabelecer pontos de contato que fiquem disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana, a fim de ajudar a facilitar o processo de resposta. É prudente que esses pontos sejam estabelecidos antes de um ataque ser executado.

Fonte: microsoft.

PorWagner Lindemberg

Quase um milhão de computadores ainda são vulneráveis a ataques EternalBlue

Ataques de mineração de criptomoeda usando ferramentas da NSA ainda são muito utilizadas um ano depois.

Há cerca de um ano, uma série de ferramentas criadas pela NSA (Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos) foram roubadas e publicadas online — e até hoje elas ainda estão sendo utilizadas por hackers na criação de ransomwares e malwares que mineram criptomoedas.

Uma dessas ferramentas, chamada de EternalBlue, é capaz de invadir praticamente qualquer máquina que utilize Windows. Uma de suas principais utilizações é na criação de ransomwares, que se espalham rapidamente por toda a rede assim que um único computador é infectado, dominando não só computadores, mas qualquer dispositivo que esteja conectado a ela.

Ataques desse tipo já custaram centenas de milhões de dólares para uma série de empresas afetadas pela praga. Mas, mais de um ano depois de a Microsoft ter lançado patches que corrigem as falhas utilizadas pelo EternalBlue, ainda há quase um milhão de computadores e redes vulneráveis a ele.

E, mesmo que as infecções por ransomwares que utilizam a ferramenta tenham diminuído, os hackers ainda a utilizam para infectar computadores com malwares que fazem essas máquinas minerar bitcoins para eles.

É fácil se proteger

De acordo com dados da empresa de segurança eletrônica Cybereason, o único motivo para esse tipo de vírus ainda afetar tantas empresas é o fato de elas não atualizarem seus softwares. Segundo dados da Shodan (um mecanismo de pesquisa utilizado para encontrar quantos computadores e bancos de dados possuem portas abertas que podem ser usadas por um hacker), existem mais de 900 mil servidores que ainda estão vulneráveis aos ataques do EternalBlue.

Na semana passada, a Cybereason foi contratada para resolver um problema em uma empresa que, segundo eles, não pode ser nomeada por motivos contratuais, mas que é uma multinacional que faz parte da lista das 500 maiores empresas da revista Fortune. A companhia em questão foi atingida por um vírus chamado WannaMine, que transforma os computadores da rede em máquinas para a mineração de bitcoins. De acordo com a Cybereason, assim que a primeira máquina foi infectada, o vírus rapidamente se espalhou e se apoderou de mais de mil máquinas em um único dia.

Isso acontece por causa do modo como o WannaMine funciona. Ao utilizar o EternalBlue para penetrar em uma rede, o vírus passa a tentar infectar qualquer computador que esteja conectado a ela — e faz isso de modo persistente, então mesmo que um computador seja desligado, o vírus continuará tentando infectá-lo assim que ele for ligado novamente. Quando se espalha pela rede, ele modifica as configurações de energia de todas as máquinas, impedindo-as de serem desligadas e desativando qualquer outro processo de mineração de criptomoeda que possa estar rodando ali, fazendo com que o computador se dedique exclusivamente à mineração.

A solução para se proteger dessa ferramenta é simples: basta estar em dia com as atualizações do Windows para que o EternaBlue não faça nada contra sua máquina. E, do modo como ele ainda é utilizado em larga escala, é melhor fazer isso antes que os hackers achem um jeito de usar essa ferramenta para algo mais perigoso do que minerar criptomoedas, como, por exemplo, roubar todas as senhas de todos os computadores conectados a uma rede.

Fonte: techcrunch.

PorWagner Lindemberg

Mesmo com riscos de segurança, um terço dos brasileiros se conecta em redes gratuitas

Cerca de 40% confessaram, durante pesquisa, preferência por Wi-Fi que não exigem registro ou senha, tornando-as ainda menos seguras.

Muitas pessoas passam boa parte do tempo longe de casa, principalmente quando trabalham indo de um lado para outro, ou viajando. Com isso, acabam dependendo mais dos dispositivos móveis, seja para verificar atividades profissionais ou manter o contato com familiares e amigos nas redes sociais. Além disso, podem desejar comprar algo no online ou realizar transações bancárias.

Os riscos com a segurança na internet podem aumentar ainda mais para quem inocentemente usa redes Wi-Fi abertas em estabelecimentos e locais públicos. No ano passado, por exemplo, a agência de vigilância digital do Reino Unido, GCHQ, alertou as pessoas sobre um grupo russo de cibercriminosos, “Fancy Bear”, que tinha como alvo as redes Wi-Fi de hotéis para instalar um malware nos dispositivos dos usuários. No início deste ano, uma nova investigação mostrou exatamente como os cibercriminosos estão criando falsas redes Wi-Fi, para capturar os dados das pessoas.

No Brasil, ao invés de utilizarem o pacote de dados, há pessoas que preferem acessar a internet gratuita disponível onde estão. É o que revelou uma pesquisa recente da HideMyAss! com brasileiros sobre o tema. Embora a grande maioria (80,71%) dos entrevistados tenha conhecimento sobre os riscos com relação à segurança, cerca de um terço dos brasileiros (32,63%) ainda se conecta com Wi-Fi aberto em cafeterias ou locais públicos.

Entre os que admitiram o uso, cerca de 40% confessaram preferência por redes Wi-Fi gratuitas que não exigem registro ou senha para obter conexões, tornando-as ainda menos seguras. Com relação à proteção de dados, quatro em cada dez entrevistados (40,37%) afirmam confiar no seu software ou aplicativo de antivírus para mantê-los seguros no universo online, enquanto 30,18% disseram evitar a inserção de dados confidenciais como credenciais de login.

Há ainda brasileiros (7,20%) que esperam que o provedor da rede mantenha-os seguros, e outros (10,76%) que utilizam proxy ou VPN (Rede Privada Virtual). Ao serem questionados sobre o que é uma conexão VPN, três em cada dez (30,30%) revelaram não conhecê-la.

Seja em cafeterias, bares, restaurantes e em locais públicos, onde há acesso gratuito à rede Wi-Fi, é fundamental ter no dispositivo uma proteção extra para garantir privacidade e segurança na internet. Quando questionados sobre o acesso das informações de navegação, 33% dos brasileiros disseram que não gostariam que suas credenciais de login sejam acessadas por pessoas que não confiam.

Além disso, 37% dos entrevistados revelaram que não gostariam que o mesmo aconteça com suas informações bancárias. Neste caso, a adoção de uma VPN confiável pode ajudar a não expor a localização do usuário ou colocar os seus dados pessoais em risco.

Fonte: securityreport.